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Leptospirose: saiba tudo sobre essa doença em pets

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A Leptospirose é uma zoonose grave que pode acometer diversos mamíferos, inclusive cães, gatos e humanos. Causada pela bactéria leptospira, a doença tem diversos sintomas, e em muitos casos, pode ser fatal.

O que é Leptospirose?

A Leptospirose é transmitida por meio do rato de bueiro, o principal hospedeiro da bactéria, mas também pode ser contraída pela ingestão da água ou alimentos contaminados. 

Tutores que moram em casa devem ter cuidado redobrado com a ração e os comedouros dos pets, principalmente se ficarem na área externa. O rato é um animal territorialista, e por isso, pode acabar urinando nos pertences do cão ou gato, facilitando a transmissão. Quando o pet está contaminado, também se torna um transmissor da doença, já que elimina a bactéria nas fezes, sangue, urina e outras secreções.

A infecção ocorre quando a bactéria entra em contato com as mucosas: boca, nariz, ouvidos e olhos. No caso dos gatos, pode ocorrer a transmissão direta, quando o felino caça um rato doente. Nos tutores, o contágio normalmente acontece durante o manuseio do pet, limpeza de ambientes como caixa de areia, quintal ou tapete higiênico, comedouros e contato com ração contaminada. Se o cão ou gato lamber o tutor em regiões de mucosa, também pode transmitir a bactéria. Mas isso só acontece se o animal estiver infectado. Gatos e cães saudáveis não transmitem doenças para humanos.

Sintomas da Leptospirose

Normalmente, os gatos são assintomáticos, apresentando casos de infecção subclínica. Porém, mesmo sem apresentarem sintomas, podem transmitir a doença para outros animais e humanos. Em estágios mais avançados, os felinos podem apresentar problemas hepáticos e cor amarelada nos olhos, principal característica da doença.

Nos cães, o quadro é mais grave. O pet infectado pode apresentar vômito, diarreia, perda de apetite, febre, urina escura (tonalidades de marrom ou preto), úlceras bucais e cor amarelada nos olhos devido a degeneração dos rins. 

A Leptospirose é uma doença que age rapidamente no organismo, podendo levar o cão a óbito apenas alguns dias depois do contágio. Identificar os sintomas e iniciar o tratamento o quanto antes é fundamental para a recuperação do animal.

Tratamento 

Em cães e gatos diagnosticados com a Leptospirose, o tratamento é feito à base de antibióticos e outros medicamentos que amenizam os sintomas. Em quadros mais graves, pode ser necessário internar o animal e administrar suplementos específicos.

Quando a doença começa a ser tratada no início, o pet tem grandes chances de cura.

Prevenção

A vacina contra a Leptospirose é uma exclusividade para os cães e faz parte do calendário básico de vacinação na maioria do país. A V12, que protege contra sete tipos de leptospirose e outras doenças, é indicada a partir da 6ª semana de vida, além do reforço anual, principalmente para cães que vivem em ambientes externos ou em áreas de risco, como zonas de alagamento.

No geral, as dicas de prevenção são as mesmas para cães e gatos:

  • Mantenha a ração armazenada longe do chão e fechada, de preferência, em caixas de plástico;
  • Evite passear com seu cachorro depois de chuvas e alagamentos. Poças de água e esgoto são meios propícios para a proliferação da bactéria;
  • Mantenha o ambiente do seu pet sempre limpo;
  • Não deixe o comedouro com ração à vontade, principalmente se ficar do lado de fora da casa;
  • Limpe os comedouros do pet diariamente com água e detergente;
  • Se seu pet não comer a ração, prefira jogá-la fora e oferecer uma nova;
  • Verifique se o calendário de vacinação está em dia antes de deixar seu pet frequentar creches, hotéis, canis e parques.

 

Se notar qualquer mudança de comportamento no seu pet, procure um de nossos veterinários.

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