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Como levar seu pet em viagens internacionais

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Levar seu pet em viagens internacionais é uma tarefa que exige muito cuidado: são diversas regras, documentos obrigatórios e um trabalho de preparação por parte do tutor e do animal. Sem falar que, dependendo da companhia aérea, algumas especificações como peso do animal e da caixa de transporte podem variar. Para você ter uma viagem tranquila com seu cachorro ou gato, listamos algumas informações essenciais!

Defina para onde vai

O primeiro passo é definir para onde será a viagem e ler muito sobre o destino, pois cada país tem exigências específicas.

Microchipagem

Os principais destinos exigem que o animal seja microchipado como forma de identificação. O procedimento é simples e feito por alguns veterinários, trata-se da inserção de um chip por baixo da pele do animal, e é requisito para a emissão do passaporte e/ou do CVI, dos quais falaremos adiante.

Vacinas e tratamentos sanitários

Para que seu pet esteja apto a realizar a viagem, a principal vacina é a antirrábica, que deve ser feita após a microchipagem. Exigida para que seu pet possa embarcar no avião, a vacinação tem um período de validade que não pode ultrapassar um ano, e animais que receberam a primeira vacinação só podem deixar o país após 21 dias.

Para países da União Europeia, é necessário realizar um exame de sorologia para comprovar a eficácia da vacina. Esse exame pode ser feito em laboratórios cadastrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e é um documento obrigatório para a emissão do CVI. Uma vez realizado, o exame de sorologia é válido enquanto as vacinas da raiva forem atualizadas anualmente.

15 dias antes da viagem, o animal também deve ser submetido a um tratamento contra vermes e parasitas internos e externos, independente do destino.

Documentação

Para levar seu pet em viagens internacionais, existem dois documentos específicos e indispensáveis: passaporte do animal e Certificado Veterinário Internacional (CVI).

O CVI serve para atestar a saúde do animal, e confirmar que ele está apto para a viagem. O CVI não pode ser emitido por veterinários particulares e, para realizar a emissão, é necessário entrar em contato com o Mapa. Esse documento é obrigatório. Para viagens aos Estados Unidos, é possível realizar o requerimento do CVI online.

Já o Passaporte Para Trânsito Internacional de Cães e Gatos é um documento oficial emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O passaporte é válido para a vida toda do animal, e pode ser utilizado para viagens internacionais com destino a alguns países que aceitam o documento como substituto do CVI. Além disso, também é possível utilizá-lo em território nacional como atestado de saúde. O documento pode ser retirado nas Unidades de Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), nas Secretarias de Defesa Agropecuária (SDA) ou nas Superintendências Federais de Agriculturas dos Estados. No passaporte, é necessário o preenchimento, por parte de um veterinário, sobre o histórico de saúde e vacinação do animal. Para mais informações sobre a missão do Passaporte para Trânsito Internacional de Cães e Gatos, consulte o folder explicativo do Mapa.

Escolha das passagens e companhias aéreas

Você escolheu seu voo, mas será que essa rota e esse avião aceitam viajar com animais a bordo? A melhor forma de descobrir é ligando para a companhia aérea para consultar e, se for o caso, já fazer a reserva da passagem também para o seu bichinho. Além disso, os lugares para viagem de animal são limitados em cada voo, é bom garantir com antecedência. As passagens dos animais são pagas, exceto as de cães-giua.

Existem duas formas para os animais viajarem com você: animais menores podem ir na cabine, com seus tutores, desde que fiquem dentro da caixa ou sacola durante toda a viagem. Já animais maiores devem ir, necessariamente, no compartimento de cargas. Cada companhia define qual o peso máximo para que o animal possa viajar na cabine, por isso tire essa dúvida quando ligar para reservar a passagem ou pelo site da empresa.

Lembramos ainda que cães e gatos braquicefálicos (de focinho achatado) não podem realizar viagens na parte de carga do avião. Isso porque, com o ar rarefeito, a dificuldade em respirar aumenta, podendo levar o animal até a óbito. Também, algumas raças são proibidas de entrar em determinados países, como é o caso dos pitbulls na União Europeia.

Acostume seu pet com a caixa de transporte

Além da parte burocrática, seu pet também precisa estar preparado psicologicamente para uma viagem internacional. Lembre-se de que o animal vai ficar na caixa de transporte por diversas horas. Por isso, ele precisa estar confortável. As caixas devem ser providenciadas pelos tutores e devem ser grandes suficientes para o animal conseguir dar uma volta em torno de seu próprio corpo. Somente são aceitas caixas de transporte certificadas pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), de forma a atender a uma série de requisitos de segurança.

Alguns meses antes da viagem, comece a incentivá-lo a permanecer no espaço:

Comece deixando a caixa aberta e disponível ao animal. Assim, ele poderá ir se acostumando e conhecendo o novo local. Coloque petiscos e objetos de que o animal goste dentro do local.

Realize exercícios com a caixa para que seu cão ou gato se acostume em ficar ali por algum tempo. Você pode começar deixando seu pet na caixinha por 15 minutos, aumentando para 30 minutos, e assim progressivamente. Faça um reforço positivo, dando petiscos quando ele estiver tranquilo dentro da caixa.

No dia da viagem

O dia da viagem pode deixar seu pet mais estressado que o normal, e para acalmá-lo, temos algumas dicas!

Chegue com antecedência ao aeroporto para evitar surpresas e inconvenientes. Você estar calmo e confiante é fundamental para que seu cachorro ou gato sinta o mesmo.

Antes da viagem, faça com que seu pet realize exercícios e beba água. Ele vai passar algum tempo parado, e quanto menos agitado ele estiver, melhor;

A alimentação no dia, e no dia anterior, deve ser leve e moderada para evitar problemas gastrointestinais; para que seu pet fique confortável na caixa, escolha forrá-la com um tapete higiênico, e deixe a disposição alguma peça de roupa ou brinquedo que possa confortá-lo;

Não use calmantes ou sedativos em seu animal sem consultar um veterinário antes. Algumas substâncias são tóxicas e podem acabar levando seu bichinho a morte. O uso de calmantes só deve ser feito se o animal realmente ficar muito estressado e não se adaptar a caixa de transporte. Inclusive, algumas companhias aéreas podem se recusar a transportar animais sedados.

Sempre é recomendado, uma vez a bordo, lembrar o piloto e os comissários de bordo que seu amigo está viajando no compartimento de cargas. O piloto é responsável por ligar a climatização e as luzes do local, propiciando mais conforto para o animal.

 

O Pet Doctor oferece diversas opções de caixa de transporte para seu pet, além de fazer a vacinação antirrábica necessária e o atestado médico para seu bichinho. Se você tiver alguma dúvida, não deixe de consultar um de nossos veterinários!

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